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  • Estudos que investigam o potencial da biópsia líquida em tornar menos invasivo o diagnóstico e monitoramento do tumor de Wilms, um câncer renal que acomete, principalmente, crianças dos dois aos cinco anos, é um dos temas de destaque do painel de Oncologia Pediátrica do III Next Frontiers to Cure Cancer, congresso internacional, promovido pelo A.C.Camargo Cancer Canter, que acontecerá de 10 a 12 de maio de 2018, em São Paulo.

    O objetivo dos investigadores é identificar em amostras de urina e de sangue as mutações somáticas mais prevalentes nesses tumores, um método menos invasivo de rastreamento da doença que possibilita diagnosticar o tumor de Wilms no início de sua evolução. Isso porque, atualmente o diagnóstico é feito por biópsia tradicional em pacientes que já apresentam uma massa palpável, resultando em terapias mais agressivas e com efeitos colaterais mais intensos.

    A cientista e coordenadora do Laboratório de Genômica e Biologia Molecular do A.C.Camargo, Dirce Maria Carraro, liderou o estudo, publicado em 2014 na Nature Communications, que identificou novas mutações altamente frequentes no tumor de Wilms, dentre elas as do gene DROSHA, ampliando o painel de alterações presente nesse tipo de câncer. O estudo contou com colaboradores de outras instituições como o Hospital for Sick Children e Cancer Control Alberta, ambos do Canadá e do Hospital Sírio-Libanês e Instituto Nacional de Câncer (INCA).

    A ampliação desse painel abriu caminhos para novas pesquisas, como a abordagem de biópsia líquida. De acordo com Dirce Carraro, esta análise poderá ser uma nova fronteira na cura do tumor de Wilms, doença que afeta uma em cada 10 mil crianças. “Se um dia conseguirmos fazer o diagnóstico do tumor de Wilms por meio do DNA tumoral que esteja presente na urina dos pacientes, poderemos começar a tratá-los antes que surjam os primeiros sintomas”, vislumbra Dirce Carraro.

    LEUCEMIA – O câncer mais prevalente nas crianças também será um dos pontos centrais do painel de Oncologia Pediátrica. Destaque para os pesquisadores César Nunez, especialista em leucemia linfóide do M.D.Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas e Raul Ribeiro, brasileiro radicado nos EUA há mais de 30 anos, que investiga os avanços em leucemia mielóide no St. Jude Children’s Research Hospital. “Há muitas novidades nas áreas das leucemias e queríamos trocar com profissionais de centros com realidades distintas da nossa”, conta Cecília Lima da Costa, diretora do departamento de Oncologia Pediátrica do A.C.Camargo Cancer Center e coordenadora da programação científica do painel.

    O painel de Oncologia Pediatria visa reunir oncologistas, hematologistas, profissionais multidisciplinares, residentes e estudantes de medicina envolvidos com a Oncologia Pediátrica para discutir abordagens de ponta e inovações tecnológicas em diagnóstico e tratamento, além de debater o cenário das mais recentes publicações científicas sobre a especialidade. As 12 aulas do painel sobre tumores pediátricos compõem a agenda dos dias 11 e 12 de maio do congresso. O grande diferencial do programa está em reforçar a importância de diferenciar os protocolos infantis dos adultos, valorizando a experiência de instituições e profissionais especializados em câncer. Aulas multidisciplinares sobre enfermagem, nutrição e humanização encerram a grade deste painel.

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  • A análise dos painéis de genes hereditários, uma das grandes inovações da Oncogenética nos últimos anos, será o tema da aguardada palestra do Dr. Jeffrey N. Weitzel, Diretor da Divisão de Genética Clínica do City Hope of Cancer, na Califórnia, convidado a falar no Painel de Oncogenética, no último dia do Next Frontiers. Os painéis permitem o sequenciamento de vários genes numa única amostra (NGS, tecnologia de sequenciamento de nova geração), ou seja, de forma rápida e simultânea. Referência em Oncogenética, Dr. Weitzel vai abordar os desafios  e interepretação dos painéis multigenes

    Durante toda a manhã de sábado, 12 de maio, o Núcleo de Oncogenética vai trazer nove palestrantes para falar sobre os rumos da Oncogenética, aconselhamento genético, rastreamento e síndromes hereditárias de predisposição ao câncer. No final, haverá um debate com o público.

    Além da palestra do Dr. Jeffrey Weitzel, entre os pontos de destaque, teremos:

    Câncer de mama hereditário com BRCA não mutado (wildtype): uma abordagem de alterações em genes com  moderado risco para câncer e pacientes sem mutaçõesconhecidas, feita pela oncologista Dra. Banu Arun,  referência em câncer de mama hereditário no  MD Anderson Cancer Center.

    Rede Brasileira de Câncer Hereditário: A geneticista Dra. Patrícia Prolla, coordenadora da Rede e professora do Departamento de Genética da UFRGS, vai falar sobre a aplicação da Oncogenética e o desafio de garantir o acesso aos testes no rol de procedimentos da ANS.

    Síndrome de Li-Fraumeni: Enquanto a incidência da Síndrome Li-Fraumeni é estimada em um para cada cinco mil indivíduos no mundonas regiões Sul e Sudeste do Brasil são registrados um novo caso a cada 330 pessoas.O A.C.Camargo tem o maior núemro de pacientes com a Síndrome de Li Fraumeni no mundo. Hoje são acompanhadas mais de 150 famílias com membros portadores da síndrome na instituição. A Dra. Maria Nirvana Formiga falará dos aspectos clínicos da Li Fraumeni, enquanto a Dra. Daniele Paixão vai abordar o rastreamento na síndrome

    Tumores epiteliais de ovário: O Dr. Alexandre André, do Núcleo de Oncogenética do A.C.Camargo, vai abordar alterações tumoraisversus germinativas e o impacto em rastreamento, e a terapêutica personalizada no carcinoma de ovário.

    Câncer Colorretal hereditário: O Dr. Benedito Mauro Rossi, cirurgião Oncológico do Hospital Sírio Libanês, vai discorrer sobre quem necessita de aconselhamento genético em câncer colorretal.

    Pesquisa em Câncer hereditário: A Dra. Dirce Carraro, pesquisadora do CIPE e diretora do laboratório de Genômica do A.C .Camargo, vai tratar da realidade atual e das perspectivas em pesquisa nos tumores hereditários.

  • Imunoterapia, biópsia líquida, cirurgia robótica, tumores relacionados ao HPV: de tratamentos de ponta aos estudos recentes em prevenção, o que há de mais relevante em oncologia estará na programação do Painel de Cabeça e Pescoço do próximo Next Frontiers, de 10 a 12 de maio de 2018 no WTC, em São Paulo. Como anuncia o tema geral do evento, Ciência e Inovação, paciente a paciente, essa é a síntese da nossa filosofia: a inovação que busca melhorar a vida, o foco nas necessidades e na segurança dos pacientes.

    Serão 26 palestras e duas conferências tratando de temas que vão de epidemiologia, diagnóstico, diagnósticos moleculares, até tratamentos multidisciplinares e, também, blocos que abordam especificamente os tumores de cavidade oral, orofaringe, laringe, seios paranasais e base do crânio. Foi montada uma seleção de grandes especialistas das maiores instituições nacionais e internacionais, como Universidade Chicago, MD Anderson, Memorial Sloan Kettering, ICESP, INCA, Faculdade de Saúde Pública da USP, Faculdade de Medicina da USP, Hospital de Câncer de Barretos, além dos titulares da nossa Instituição. Entre os principais pontos de destaque, teremos:

    HPV: Um dos palestrantes mais aguardados do painel é o professor de Medicina e Diretor do Departamento de Cabeça e Pescoço da Universidade de Chicago, Nishant Agrawal. Autoridade em genômica, membro do TCGA (The Cancer Genome Atlas), ele faz parte de um estudo amplo sobre a relação do HPV com o carcinoma de células escamosas, um grupo heterogêneo de tumores (laringe, faringe, cavidade oral, cavidade nasal). Agrawal vai falar sobre como o HPV pode estar associado a mutações genéticas e suas implicações no prognóstico do câncer.

    Biópsia líquida: Células tumorais liberam fragmentos do seu DNA na corrente sanguínea e isto pode ajudar os pesquisadores no diagnóstico e no monitoramento terapêutico das neoplasias, evitando a necessidade de biópsias cirúrgicas. Quem vai falar de células tumorais circulantes, vesículas e DNA como biomarcadores de cabeça e pescoço é o Dr. Thiago Bueno de Oliveira, PHD, da Oncologia Clínica da nossa instituição. Ele está no grupo coordenado pela Dra. Ludmila Chinen que estuda o papel das células tumorais circulantes (CTCs) – uma das metodologias de biópsia líquida. Estas células podem circular no sangue periférico na forma de agregados de CTCs, fatores relacionados à rápida progressão da doença, como observado, entre diversos tipos, o de câncer de cabeça e pescoço. Também é possível monitorar a resposta aos tratamentos.

    Cirurgia robótica: Somos pioneiros na América Latina em cirurgia robótica de cabeça e pescoço, com expertise similar aos centros de referência do mundo. A primeira cirurgia robótica aqui no A.C.Camargo foi feita em Novembro de 2014 – uma dissecção retroauricular de pescoço – e desde junho do mesmo ano cirurgiões da nossa equipe de Cabeça e Pescoço já participavam de um programa colaborativo de treinamento com a Yonsei University, da Coréia. É sobre a experiência brasileira que o Dr. Renan Bezerra Lira, cirurgião do nosso núcleo de Cabeça e Pescoço, vai contar.

    Tratamento multidisciplinar: A abordagem integrada, um dos principais pilares da nossa Instituição, é tema do último bloco do primeiro dia do painel. O Dr. William N. William, professor do Departamento de Cabeça e Pescoço do MD Anderson que agora muda para o Brasil para coordenar a oncologia da Beneficência Portuguesa, vai encerrar o dia falando sobre o seu trabalho que envolve múltiplas especialidades integrando pesquisa básica e pesquisa clínica.

  • Como anuncia o tema geral do evento, Ciência e Inovação, paciente a paciente, essa é a síntese da filosofia do A.C.Camargo Cancer Center: a inovação que busca melhorar a vida, o foco nas necessidades e na segurança dos pacientes.  E quem melhor do que os próprios pacientes para participarem de debates sobre temas do seu interesse? Pela primeira vez traremos um Fórum dentro no Next, com especialistas e convidados debatendo com quem tem câncer os temas importantes do seu dia a dia.

    Do diagnóstico à reabilitação, vamos discutir sobre:
    – Alimentação e atividades físicas durante o tratamento
    – Autoestima
    – Direitos do paciente com câncer
    – Sexualidade
    – Fertilidade
    – Mapeamento genético
    – O papel do acompanhante durante o tratamento
    – Saúde financeira durante o tratamento
    – Efeitos tardios da quimioterapia e radioterapia e outros assuntos

    Teremos também depoimentos de pacientes e ex-pacientes porque sabemos que trocar experiências e se reconhecer em outras histórias pode fazer muita diferença para o bem-estar de cada um. O Fórum vai funcionar durante os três dias do Congresso, em uma sala para 100 pacientes, tanto daqui do A.C.Camargo quanto de outras instituições. A inscrição para pacientes é gratuita. Clique aqui e inscreva-se.

  • O nosso já tradicional curso de Dermatoscopia chega à sua 17ª edição durante o Next Frontiers, de 10 a 12 de maio de 2018 no WTC, em São Paulo. Um dia inteiro dedicado a esse que é o método mais utilizado na prática clínica pelos dermatologistas e profissionais de saúde que cuidam de lesões de pele. Na programação vamos abordar desde a dermatoscopia básica, abrindo com um quiz para testar o conhecimento dos dermatologistas a respeito, até a técnica mais avançada para avaliar lesões como a Bela e a Fera (lesão melanocítica atípica) ou melanomas de difícil diagnóstico. No final, após a apresentação de situações especiais de nevos (na gravidez, nevo de spitz, congênitos) um último quiz vai avaliar se os participantes aprenderam mesmo.

    Além do curso, o programa de Tumores Cutâneos terá mais de 30 palestras divididas em blocos: carcinomas cutâneos, patologia, cirurgia do melanoma, tratamento sistêmico do melanoma, epidemiologia, rastreamento e prevenção e outros tumores cutâneos. Um apanhado completo de como o câncer de pele é tratado na Instituição, com uma visão multidisciplinar e global.

    Entre os principais pontos de destaque, teremos:

    Microscopia confocal: Exclusividade do A.C.Camargo no Brasil. Somente centros de referência possuem o microscópio confocal in vivo que permite a obtenção de imagens em tempo real das lesões da pele, com resolução em nível celular. Utiliza-se uma fonte de luz a laser de 830 mm para escanear a pele e obter imagens em diferentes níveis da epiderme e derme papilar. É possível perceber a distinção entre as lesões melanocíticas e não melanocíticas, além da diferenciação entre os nevos melonocíticos e o melanoma.

    Imunoterapia: O Dr. Rafael Schmerling, da Beneficência Portuguesa, vai abordar o tratamento de melanomas com metástases com a combinação de imunoterapias e a atualização dos estudos sobre esse que é um dos maiores avanços dos últimos anos na oncologia.

    Cirurgia do melanoma: O Dr. Vernon Sondak, chefe do Departamento de Oncologia Cutânea do Moffitt Cancer Center em Tampa, na Flórida, e especialista em biomarcadores de metástases em melanomas e cirurgia do melanoma e outros tumores cutâneos vai falar sobre o que mudou depois do MSLT II (estudo clínico em que pacientes com melanona fizeram linfadenectomia do linfonodo sentinela). Ele ainda dará palestras sobre quais pacientes se beneficiam com a neoadjuvância, e também sobre o carcinoma de células de Merkel.